João Roma critica Jerônimo e diz que Bahia virou refúgio para o crime organizado

O candidato ao Senado João Roma (PL) criticou a gestão da segurança pública na Bahia e acusou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) de não assumir responsabilidade pelo aumento da violência. As declarações foram feitas nesta terça-feira (1º), durante sabatina. Roma afirmou que o Estado registra mais de 3 mil homicídios e questionou a forma como o governo estadual enfrenta a criminalidade.

Segundo o candidato, enquanto outros governos estaduais teriam conseguido reduzir índices de violência, a Bahia seguiria em direção contrária. Roma citou ainda um levantamento segundo o qual cinco das dez cidades mais violentas do Brasil estariam no Estado. Na avaliação dele, Jerônimo tenta atribuir parte dos problemas de segurança a fatores externos, em vez de concentrar a atuação nas responsabilidades do governo estadual.

Durante a entrevista, o presidente estadual do PL também defendeu uma política de enfrentamento mais ampla contra as organizações criminosas. Para Roma, a adoção de leis mais rigorosas precisa ser acompanhada de medidas efetivas de combate à criminalidade. Ele afirmou que pretende levar essa pauta ao Senado caso seja eleito para representar a Bahia.

Na avaliação do candidato, a atuação das forças de segurança também precisa ser acompanhada de mudanças no sistema de Justiça. Roma afirmou que integrantes de governos petistas anteriores já defendiam leis mais duras e reclamavam de decisões judiciais que resultavam na soltura de presos. Segundo ele, a atual gestão mantém uma postura semelhante, sem avançar no enfrentamento da criminalidade.

Ainda durante a sabatina, Roma afirmou que organizações criminosas passaram a ocupar espaço também em cidades menores do interior baiano. Ele declarou que a Bahia se tornou um “lugar convidativo” para o crime organizado e relacionou o cenário à necessidade de mudanças na legislação federal. O candidato defendeu que o Senado discuta medidas mais rigorosas contra integrantes dessas organizações.

Por fim, o candidato também criticou as condições do sistema prisional baiano e afirmou que criminosos continuariam praticando delitos mesmo durante o período de encarceramento. Roma também reclamou, durante a entrevista, da ausência de manifestações do governador às famílias de policiais mortos. As declarações fazem parte das críticas apresentadas pelo candidato à política de segurança pública do Estado

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