
A fila da regulação na Bahia triplicou em cinco anos e acendeu um alerta sobre o sistema de saúde administrado pelo governo estadual. Auditoria do TCE-BA revelou, nesta quinta-feira (4), que o tempo de espera cresceu 213% entre 2019 e 2024. Relatório mostra que pacientes aguardavam, em média, 1,5 dia no início do período.
Agora, esperam 4,7 dias. Especialistas avaliam que o avanço expressivo indica desorganização, falta de expansão na rede e gestão pouco eficiente. Números apresentados pelo tribunal expõem gargalos graves. Cirurgia torácica registra o maior drama: a espera saltou para 10,4 dias, quase o triplo do que era antes, quando o paciente aguardava cerca de 4 dias.
Auditores também destacam piora relevante na hematologia. O tempo médio subiu de 4,7 dias para 7,8 dias, um acréscimo de 66%. Oncologia, área sensível para quem enfrenta câncer, passou de 5,2 dias para 6,7 dias. Outras especialidades seguem o mesmo cenário. Urologia avançou para 5,7 dias, ampliando o tempo em 32%. Pneumologia cresceu de 4,1 para 5,6 dias, aumento de 36%.
Moradores de diferentes regiões relatam longas esperas, sensação de abandono e peregrinação por vagas. O tribunal confirma diferenças profundas entre territórios, reforçando desigualdades dentro do próprio estado. Crescimento tão expressivo deixa críticas diretas ao governo do PT. Falta de planejamento, demora em ampliar hospitais regionais e incapacidade de reduzir gargalos são apontadas como causas pela deterioração da regulação.
Auditores alertam que a situação exige resposta urgente. A fila crescente pressiona profissionais, compromete tratamentos e amplia riscos para quem luta contra doenças graves. TCE-BA enviou recomendações ao Estado e cobrou ajustes imediatos. O governo ainda não apresentou medidas concretas para reverter o quadro.