
Apelo mobilizou moradores de Palmas de Monte Alto nesta quarta-feira (14). A dona de casa Divercina Francisca de Oliveira procurou a imprensa para pedir ajuda na compra de uma cadeira de rodas para a filha adotiva, Tainara Aparecida de Oliveira Souza, de 20 anos, que vive com paralisia cerebral e enfrenta limitações severas de locomoção.
História começa ainda no nascimento. Tainara nasceu prematura, com apenas 800 gramas, em uma gestação de gêmeas marcada por complicações graves. A mãe biológica morreu durante o parto, e as recém-nascidas ficaram internadas em Guanambi. Enquanto uma das crianças se desenvolveu normalmente, Tainara sofreu falta de oxigênio e recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral.
Desde então, caminhar nunca foi uma possibilidade. Dentro de casa, a jovem se arrasta com dificuldade para sentar no sofá ou mudar de posição. Fora do lar, sair se tornou quase impossível. Divercina relata que precisa de várias pessoas para carregá-la. O esforço físico, segundo ela, já ultrapassa seus limites.
Rotina virou um desafio diário. Em relato emocionado, a mãe adotiva contou que sempre alimentou a esperança de que a filha pudesse andar. Médicos apontavam atraso no desenvolvimento, mas o tempo passou. Aos 20 anos, Tainara segue sem autonomia, dependente de ajuda até para atividades simples.
Falta de equipamento agrava o isolamento. No último réveillon, Tainara conseguiu sair de casa, mas o esforço excessivo quase provocou um mal-estar. Desde então, passeios deixaram de acontecer. Sem cadeira de rodas, a família não consegue levá-la à praça ou permitir momentos básicos de convivência fora de casa.
Situação financeira impede solução imediata. Divercina afirma que não tem condições de comprar o equipamento e pede ajuda solidária. Segundo ela, não precisa ser uma cadeira sofisticada, apenas resistente e adequada ao peso da filha, para garantir dignidade e um mínimo de mobilidade.
Apesar das limitações, Tainara é cercada de afeto. A jovem sobreviveu contra prognósticos médicos e hoje recebe apoio constante da família, inclusive da irmã gêmea, que ajuda nos cuidados diários. O que falta, segundo a mãe, é um gesto simples que pode transformar a rotina da filha.
Quem quiser ajudar pode entrar em contato com a família pode fazer a doações também podem ser feitas via Pix, pelo número 73999064516, em nome de Divercina Francisca de Oliveira. Um gesto solidário pode devolver mobilidade, inclusão e esperança.