
Delegado titular de Riacho de Santana, Sandro Marco Nunes Gomes divulgou nota de esclarecimento nesta terça-feira (4). Ele negou as acusações citadas em reportagem recente sobre investigações envolvendo autoridades do município e afirmou que as informações não condizem com a realidade.
Manifestação aponta que as denúncias teriam origem em uma desavença com o advogado Aslon Victor Rodrigues Lima. Segundo o delegado, os ataques começaram após a instauração de um inquérito policial para apurar supostos crimes de calúnia qualificada e desacato contra uma investigadora da delegacia.
Inquérito, conforme a nota, foi aberto em fevereiro de 2025 e reuniu provas. Entre elas, o depoimento de outro advogado que teria presenciado ofensas direcionadas à investigadora Amanda Santos Silva. O procedimento resultou no indiciamento de Aslon Lima, dando origem ao processo nº 8000118-91.2025.8.05.0212.
Ainda segundo o delegado, o Ministério Público entendeu pela existência apenas do crime de calúnia e sugeriu transação penal no valor de R$ 1.500. O juiz da comarca, no entanto, teria discordado do entendimento e encaminhado os autos à Procuradoria-Geral de Justiça para reavaliação.
Sobre as acusações envolvendo uma adolescente, Sandro Gomes afirmou que não manteve contato com a menor. Ele declarou que, no período citado, estava de férias em Guanambi. A nota diz ainda que a escuta especializada foi realizada exclusivamente por profissionais do Creas, conforme prevê a legislação.
Delegado sustentou que sua atuação se limitou às atribuições legais da Polícia Judiciária. Ele afirmou que todos os inquéritos foram regularmente instaurados e encaminhados ao Poder Judiciário, sem qualquer interferência indevida ou prática irregular.
Encerramento da nota aponta que o delegado estuda medidas judiciais e administrativas contra o advogado. Ele citou possível representação junto à OAB e ações por danos morais. Sandro Gomes classificou as acusações como tentativa de vingança pessoal. O caso segue sob apuração dos órgãos de controle.