
Moradores da zona rural de Érico Cardoso denunciaram abandono do poder público durante reunião comunitária com o Livramento Manchete. O encontro expôs problemas graves em escolas e estradas vicinais às vésperas do início do ano letivo. Pais de alunos relataram medo, revolta e insegurança diante da precariedade das estruturas e da dificuldade de acesso às comunidades, cenário que compromete o direito básico à educação.
Durante visitas indicadas pela comunidade, a equipe constatou escolas em estado crítico. Rachaduras profundas cortam paredes, o reboco cede à umidade e a pintura está deteriorada. Tetos apresentam forros cedendo, com risco real de desabamento. A poucos dias do retorno às aulas, pais e professores temem acidentes e cobram providências urgentes para evitar tragédias anunciadas.
Enquanto isso, estradas rurais ampliam o problema. Vias que ligam as comunidades viraram armadilhas, com lama, crateras e pedras soltas. Veículos comuns e transporte escolar enfrentam dificuldades constantes. O trajeto até a escola se tornou um desafio diário, agravando o risco de isolamento e dificultando o acesso a serviços básicos.
Diante da ausência de ações do município, moradores decidiram agir por conta própria. Com ferramentas manuais, realizaram reparos improvisados para tornar os caminhos minimamente transitáveis. A mobilização revela o desespero de quem paga impostos, mas não vê retorno em infraestrutura. “É escola caindo e estrada acabada. Estamos abandonados”, desabafou um lavrador.
O sentimento predominante é de esquecimento. Falta de manutenção nas escolas e descaso com estradas formam um gargalo que trava o desenvolvimento local. Comunidades cobram respostas imediatas e alertam que o silêncio do poder público aprofunda desigualdades e ameaça o futuro de crianças e jovens da zona rural.