
O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, mudou sua equipe de advogados e indicou que pretende adotar uma nova postura nas investigações relacionadas ao caso Banco Master. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o empresário deverá prestar mais esclarecimentos sobre a relação de agentes políticos com a instituição financeira, ampliando a expectativa em torno do andamento do inquérito.
A mudança ocorre após meses de silêncio durante as apurações iniciadas no fim de 2025, que investigam suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a publicação, a nova estratégia da defesa levou integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) a acompanhar com atenção os próximos depoimentos do empresário, em razão de sua proximidade com lideranças da legenda na Bahia.
No curso da investigação, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), informou que a Polícia Federal identificou cerca de 74 contatos telefônicos entre Augusto Lima e o senador Jaques Wagner (PT). A corporação também apontou conversas sobre o envio de vinhos a autoridades baianas no fim de 2024, incluindo Jaques Wagner, Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, ACM Neto e Bruno Reis.
As investigações também revelaram que Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, esposa de Jaques Wagner, participou de uma viagem à chamada Ilha da Paixão, propriedade localizada no litoral de Candeias, em outubro de 2023. Entre as mensagens interceptadas pela Polícia Federal está um diálogo atribuído ao senador sobre a confirmação da presença da esposa no passeio.
Até o momento, não há decisão judicial que atribua responsabilidade criminal aos investigados. O inquérito segue em andamento no Supremo Tribunal Federal, enquanto a Polícia Federal continua reunindo elementos para esclarecer os fatos apurados.