
Um dia após ser reeleito governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou nesta segunda-feira (5) que pretende promover mudanças no secretariado para o segundo mandato à frente do Estado. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Baiana FM. Segundo o governador, a nova gestão passará por uma transição e deverá ter ajustes na composição das secretarias, com o objetivo de definir a equipe que atuará no próximo mandato.
Jerônimo afirmou que pretende avaliar os nomes indicados pelos partidos antes de definir os integrantes do novo governo. “Quem indica é o partido, mas quem escolhe sou eu”, declarou o governador ao comentar os critérios que pretende utilizar na formação da equipe.
Durante a entrevista, o petista também disse que o segundo mandato aumenta a cobrança sobre a administração estadual. Segundo ele, eventuais mudanças na equipe devem considerar a possibilidade de melhorar o desempenho das áreas do governo.
Até o momento, Jerônimo não informou quando pretende iniciar as reuniões com a equipe de transição nem quais secretarias poderão sofrer alterações. Os detalhes da reforma administrativa ainda devem ser definidos após as discussões internas do governo.
Paralelamente às articulações para o novo mandato, Jerônimo se reuniu nesta segunda-feira com os senadores eleitos Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, para tratar das estratégias do segundo turno da eleição presidencial e da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Amarildo Bomfim (Republicanos), ex-vereador de Brumado e morador do município, ficou em terceiro lugar na votação para deputado estadual em sua cidade nas eleições de 2026. Ele recebeu 2.177 votos, mas não conseguiu conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Felipe Duarte (Avante) liderou a votação em Brumado, com 14.821 votos, seguido por Ivana Bastos (PSD), que obteve 7.521. Amarildo Bomfim apareceu na terceira colocação, reforçando seu desempenho eleitoral no município onde construiu sua trajetória política.
Com atuação política ligada a Brumado, Amarildo teve uma votação expressiva entre os candidatos que disputaram uma vaga na Assembleia. Apesar do terceiro lugar no município, a quantidade de votos obtida em toda a Bahia não foi suficiente para garantir sua eleição.
Na sequência da votação em Brumado, Rogério Andrade (MDB) recebeu 1.504 votos, Wagner Alves (União Brasil) teve 1.261, Diego Castro (PL) somou 746 e Dra. Elane (PSD) alcançou 729 votos.
Zé Raimundo (PT) recebeu 498 votos, Vitor Azevedo (Avante) teve 497 e Marquinho Viana (PV) completou a lista dos dez mais votados, com 426 votos. O município também registrou 2.523 votos em branco e 2.230 nulos.
O resultado deixa Amarildo Bomfim como o terceiro candidato a deputado estadual mais votado em Brumado, mas sem uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia na próxima legislatura, apesar da votação obtida no município.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o candidato mais votado para a Presidência no primeiro turno das eleições de 2026 em Brumado, no sudoeste da Bahia. O petista recebeu 27.162 votos, o equivalente a 63,81% dos votos válidos no município.
Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar, com 13.281 votos e 31,20% da votação. A diferença entre os dois candidatos foi de 13.881 votos, conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além dos dois primeiros colocados, Augusto Cury (Avante) recebeu 992 votos, correspondentes a 2,33%. Renan Santos (Missão) teve 647 votos, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) somou 419 votos, com 1,52% e 0,98%, respectivamente.
Na sequência, Zema (Novo) obteve 26 votos; Samara (UP), 14; Hertz Dias (PSTU), sete; Clariana Barão (DC), sete; Rui Costa Pimenta (PCO), seis; Edmilson Costa (PCB), quatro; e Wilson Grassi (Democrata), dois votos.
Brumado tinha 53.467 eleitores aptos a votar no primeiro turno. Desse total, 8.694 não compareceram às urnas, o que representa uma abstenção de 16,26% no município.
Entre os votos registrados para presidente, 694 foram brancos, correspondendo a 1,55%, enquanto 1.512 foram anulados, percentual equivalente a 3,38%. Os números representam exclusivamente a votação registrada em Brumado e não definem, por si só, o resultado nacional da eleição.


Vitor Bonfim (PSB) foi o candidato a deputado federal mais votado em Brumado no primeiro turno das eleições de 2026. Ele recebeu 13.836 votos no município, ficando à frente dos demais concorrentes. Manuel Rocha (União Brasil) apareceu em segundo lugar, com 11.137 votos. Arthur Maia, também do União Brasil, ficou na terceira posição, com 1.816 votos, enquanto Daniel (PCdoB) recebeu 1.065 votos.
Na sequência, Doutora Raissa Soares (PL) teve 987 votos, seguida por Waldenor (PT), com 983. Alice Portugal (PCdoB) recebeu 847 votos, enquanto João Bacelar (PL) somou 775 votos. Sandro Filho (Progressistas) foi o nono candidato mais votado em Brumado, com 632 votos.
Diego Coronel (Republicanos) completou a lista dos dez primeiros, com 561 votos. A votação para deputado federal também registrou 1.882 votos em branco e 1.780 votos nulos no município. Os números correspondem exclusivamente ao eleitorado de Brumado e mostram a distribuição dos votos para o cargo no primeiro turno.


Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) foram os dois candidatos mais votados para o Senado em Brumado no primeiro turno das eleições de 2026. Rui recebeu 23.829 votos, enquanto Wagner somou 22.860 votos no município.
João Roma (PL) ficou na terceira colocação, com 11.923 votos, seguido por Angelo Coronel (Republicanos), que recebeu 11.458 votos. A votação dos dois candidatos ficou abaixo dos números registrados pelos dois nomes do PT.
Entre os demais concorrentes, Professora Delliana (PSOL) obteve 772 votos. Marcelo Carvalho (Rede) recebeu 111, Carlos Sodré (Mobiliza) teve 71, Gregorio Gould (Unidade Popular) somou 48, Marcelo Santtana (DC) ficou com 38 e Marcelo Millet (PCO) recebeu 20 votos.
Brumado também registrou 6.143 votos em branco para o Senado, correspondentes a 6,86% do total. Já os votos nulos chegaram a 12.259, o equivalente a 13,69%.
Os números representam exclusivamente a votação dos candidatos ao Senado em Brumado e mostram como o eleitorado do município distribuiu seus votos no primeiro turno das eleições de 2026.


Manuel Rocha (União Brasil), candidato apoiado pelo prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes, foi eleito deputado federal nas eleições de 2026. No município, o candidato recebeu 11.137 votos e terminou como o segundo mais votado para a Câmara dos Deputados.
O resultado garante ao grupo político ligado ao prefeito de Brumado um representante na Câmara Federal a partir da próxima legislatura. A votação obtida por Manuel Rocha no município consolidou seu desempenho entre os candidatos mais votados na cidade.
Vitor Bonfim (PSB) liderou a votação em Brumado, com 13.836 votos. Na sequência apareceram Arthur Maia (União Brasil), com 1.816; Daniel (PCdoB), com 1.065; Doutora Raissa Soares (PL), com 987; e Waldenor (PT), com 983 votos.
Alice Portugal (PCdoB) recebeu 847 votos, seguida por João Bacelar (PL), com 775, Sandro Filho (Progressistas), com 632, e Diego Coronel (Republicanos), com 561 votos. Os números representam a votação dos candidatos no município.
Além dos votos destinados aos candidatos, Brumado registrou 1.882 votos em branco e 1.780 nulos para deputado federal. A eleição de Manuel Rocha amplia a representação política ligada ao grupo de Fabrício Abrantes na esfera federal.


O governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi o candidato mais votado para o Governo da Bahia em Brumado no primeiro turno das eleições de 2026. Ele recebeu 25.190 votos, correspondentes a 61,31% da votação.
ACM Neto (União Brasil) ficou em segundo lugar, com 15.778 votos e 38,40%. A diferença entre os dois candidatos foi de 9.412 votos no município.
Na sequência, Ronaldo Mansur (PSOL) recebeu 71 votos, enquanto Maria Bona (PCO) teve 21 e Aroldo Felix (UP) somou 16 votos. Ariel Capistrano (DC) registrou dez votos.
Além dos votos atribuídos aos candidatos, Brumado contabilizou 1.084 votos em branco, equivalentes a 2,42%, e 2.596 votos nulos, que representaram 5,80% do total registrado para o cargo.
O resultado mostra como os eleitores de Brumado distribuíram os votos para governador no primeiro turno. Os números são referentes exclusivamente ao município e fazem parte da apuração oficial das eleições de 2026.

O deputado estadual Diego Castro (PL) foi reeleito neste domingo (4) para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e terminou a disputa como o candidato mais votado do partido para o cargo, com mais de 160 mil votos.
Durante a campanha, o parlamentar manteve uma atuação de oposição ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), defendendo pautas conservadoras e destacando ações de fiscalização como parte de sua atuação política.
Em agosto, Diego Castro esteve na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) após receber uma denúncia sobre a existência de adesivos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador Jerônimo Rodrigues nas dependências da instituição.
Na ocasião, o episódio teve desdobramentos judiciais. A Justiça determinou restrições à presença do deputado em escolas, hospitais e outros equipamentos públicos estaduais, estabelecendo a necessidade de autorização e agendamento prévio, além de limites para filmagens e abordagens de natureza político-partidária.
Outro episódio ocorreu em setembro, quando o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a suspensão temporária do perfil de Diego Castro no Instagram. A medida foi tomada após uma denúncia relacionada às informações fornecidas sobre a conta no registro de candidatura.
Segundo o deputado, o perfil havia sido informado à Justiça Eleitoral durante o registro da candidatura. Ele contestou a decisão e afirmou que os dados apresentados no processo eleitoral comprovavam a inclusão da conta.
Com a reeleição, Diego Castro seguirá na Assembleia Legislativa na próxima legislatura. A campanha também manteve forte presença nas redes sociais e destacou ações de fiscalização e posições políticas alinhadas ao campo bolsonarista.

O Soldado Prisco (PL) foi eleito deputado estadual nas eleições deste domingo (4), com 50.235 votos, e garantiu o retorno à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após quatro anos fora do Parlamento estadual.
A votação recoloca Prisco entre os representantes das forças de segurança na política baiana. Segundo a composição divulgada para a próxima legislatura, ele será o único parlamentar oriundo das forças policiais a ocupar uma cadeira na Assembleia.
Depois da confirmação do resultado, o deputado eleito agradeceu aos eleitores e afirmou que pretende priorizar pautas relacionadas aos profissionais da segurança pública. Entre os grupos citados estão policiais militares, policiais civis, bombeiros e demais servidores da área.
Durante a campanha, Prisco destacou propostas voltadas à valorização profissional, melhoria das condições de trabalho, remuneração e reconhecimento dos agentes que atuam na segurança pública. O parlamentar também ressaltou a responsabilidade de representar a categoria no Legislativo.
Prisco já exerceu mandato na Assembleia e construiu sua trajetória política principalmente ligada à defesa dos profissionais da segurança pública. Com o resultado de 2026, ele retorna à Casa após quatro anos e reassume a atuação parlamentar no Legislativo baiano.
Em declaração após a eleição, o deputado eleito afirmou que pretende utilizar o novo mandato para levar ao plenário as demandas dos profissionais da segurança e discutir medidas relacionadas à estrutura e às condições de trabalho da categoria.

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Ivana Bastos (PSD), foi novamente a deputada estadual mais votada nas eleições de 2026. Ela recebeu 203.202 votos no domingo (4), superando os 118.417 obtidos na eleição de 2022, e se prepara para o quinto mandato.
Com o resultado, Ivana Bastos também fortalece a candidatura à presidência da Assembleia para o próximo período. A parlamentar ocupa atualmente a vice-presidência da Casa e aparece entre os principais nomes para comandar o Legislativo baiano na próxima legislatura.
Entre as novidades está a eleição da socióloga Vilma Reis (PT), que conquistou uma cadeira na ALBA com 83.220 votos. Ligada à atuação em movimentos sociais, ela chega ao Legislativo estadual para a próxima legislatura, ampliando a representação do PT entre as mulheres.
Na composição geral, a bancada feminina da Assembleia aumentou de oito deputadas eleitas em 2022 para dez em 2026. O grupo passará a ocupar 15,87% das 63 cadeiras disponíveis na Casa a partir do início da próxima legislatura.
Entre as novas parlamentares estão Andrea Castro (PSD), primeira-dama de Itabuna; Cinthya Marabá (PL), primeira-dama de Luís Eduardo Magalhães; Rowenna Brito (PT), ex-secretária estadual de Educação; Vilma Reis (PT) e Denise Menezes (PSD).
Já entre as deputadas que conseguiram renovar os mandatos estão Ivana Bastos (PSD), Fátima Nunes (PT), Cláudia Oliveira (PSD), Ludmilla Fiscina (PSD) e Neusa Cadore (PT). A nova composição feminina representa um crescimento de duas cadeiras em relação ao resultado eleitoral de 2022.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que existe risco concreto de pedidos de impeachment contra integrantes da Corte avançarem já no primeiro semestre de 2027, após a eleição de uma bancada conservadora expressiva no Congresso, especialmente no Senado.
Segundo integrantes do tribunal, uma das estratégias em discussão é ampliar o diálogo com parlamentares considerados moderados do PL, partido de Flávio Bolsonaro. A intenção seria evitar que toda a bancada da legenda apoie medidas mais duras contra ministros do Supremo e reduzir a possibilidade de abertura de processos.
No Senado que assumirá em 2027, pelo menos 49 parlamentares são apontados como favoráveis ao afastamento de ministros do STF. A abertura de um processo de impeachment, porém, exige 54 votos, o equivalente a dois terços dos 81 integrantes da Casa, que também terá papel decisivo na condução desses procedimentos.
Entre os ministros, o cenário é considerado um desafio institucional para o presidente do STF, Edson Fachin. A avaliação é de que a Corte continuará no centro das disputas políticas independentemente do resultado do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Para os magistrados, a nova composição do Congresso poderá fortalecer uma chamada bancada anti-STF, com potencial para apoiar propostas destinadas a limitar decisões individuais de ministros e facilitar a tramitação de pedidos de impeachment. A eleição da nova Mesa Diretora do Senado, prevista para fevereiro, é vista como um momento importante para definir os próximos movimentos.
O entorno de Alexandre de Moraes também acompanha com preocupação a nova composição parlamentar. Interlocutores do ministro avaliam que a configuração do Congresso pode afetar os planos para que ele assuma a presidência do Supremo em setembro de 2027, quando está previsto que suceda Fachin no comando da Corte.
Já aliados do ministro Flávio Dino consideram que ele poderá estar entre os primeiros integrantes do STF alvo de iniciativas de afastamento em um eventual cenário de maioria bolsonarista no Congresso. A preocupação ocorre em meio à previsão de novas mudanças na composição do tribunal durante o próximo mandato presidencial.
Além disso, três aposentadorias estão previstas para os próximos anos: Luiz Fux, em 2028, Cármen Lúcia, em 2029, e Gilmar Mendes, em 2030. A Corte também possui uma vaga aberta após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, ampliando a importância das futuras indicações presidenciais para a composição do Supremo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), de 45 anos, terminou o primeiro turno da eleição presidencial na liderança e enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80, no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com 99,99% das urnas apuradas, o candidato do PL tinha 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
A diferença inferior a dois pontos percentuais entre os dois candidatos é a menor registrada em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização. Augusto Cury (Avante) ficou com 2,89%, Renan Santos (Missão) alcançou 2,24% e Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%. Os demais candidatos tiveram menos de 0,3% cada, enquanto a abstenção chegou a 21,07%.
Com 56,1 milhões de votos, Flávio também superou o desempenho do pai, Jair Bolsonaro, no primeiro turno de 2022. Lula recebeu 53,9 milhões de votos, abaixo do resultado obtido quatro anos antes. O desempenho do senador confirmou a tendência de crescimento apontada pelas pesquisas na reta final da campanha.
No cenário estadual, candidatos ligados ao bolsonarismo conquistaram governos importantes já no primeiro turno. Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito em São Paulo com 62,65%, enquanto Sergio Moro (PL), no Paraná, Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), em Minas Gerais, também venceram de forma antecipada.
Entre os aliados do presidente, Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, Elmano de Freitas (PT), no Ceará, e Rafael Fonteles (PT), no Piauí, garantiram a reeleição. Outros sete estados ainda terão segundo turno, incluindo Rio Grande do Norte e Distrito Federal. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) terminou à frente de Eduardo Paes (PSD).
No Congresso Nacional, o PL também ampliou sua força política. A legenda elegeu 28 senadores e deverá formar a maior bancada do Senado a partir de 2027, seguida pelo PT, com nove, e pelo MDB, com oito. Entre os eleitos estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, no Distrito Federal, além de André do Prado e Guilherme Derrite, em São Paulo.
Pelo menos 49 senadores da próxima legislatura defendem, com diferentes ressalvas, a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, segundo levantamento citado pela reportagem. O número ainda fica abaixo dos 54 votos necessários para alcançar dois terços das cadeiras e aprovar o afastamento de um magistrado.
Após o resultado, Flávio afirmou que a votação representa, em sua avaliação, o “fim da era do PT” e prometeu reduzir o número de ministérios caso seja eleito. Lula, por sua vez, classificou o resultado como uma lição da democracia e afirmou que a segunda etapa permitirá uma comparação direta entre os projetos dos dois candidatos, em uma disputa que também deverá envolver os votos recebidos pelos demais concorrentes.

O desempenho abaixo do esperado no primeiro turno da eleição presidencial levou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a reavaliar a estratégia para a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Com o adversário à frente nas urnas, o grupo petista considera reformular a comunicação e ampliar a articulação política.
Segundo integrantes da campanha, Lula perdeu espaço em importantes centros eleitorais, especialmente em Minas Gerais e São Paulo. A avaliação interna também aponta a necessidade de aumentar a rejeição ao candidato do PL, que aparece com índices semelhantes aos do petista nas pesquisas de opinião.
Durante a apuração, Lula acompanhou a contagem dos votos de um hotel em São Paulo. Na noite de domingo (4), após o resultado, o presidente reconheceu que esperava vencer no primeiro turno e afirmou que a partir desta segunda-feira (5) começaria uma nova campanha, agora concentrada na disputa entre os dois candidatos.
Em Brasília, a expectativa era de uma reunião da coordenação da campanha nesta segunda-feira para definir os próximos passos. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu a ampliação do diálogo com partidos de centro e a busca por novos apoios para a segunda etapa da eleição.
A comunicação interna também deve entrar no centro da discussão. O setor reúne diferentes núcleos, ligados aos marqueteiros Sidônio Palmeira e Raul Rebelo, ao fotógrafo Ricardo Stuckert, à responsável pelas redes sociais do PT, Nicole Briones, e à primeira-dama Janja Lula da Silva, sem uma coordenação considerada uniforme.
Inicialmente, a estratégia previa comparar os governos do PT com a administração de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, além de concentrar esforços nas regiões Sul e Sudeste. O planejamento, porém, foi elaborado quando as pesquisas ainda indicavam Lula numericamente à frente no cenário eleitoral.
Outro ponto avaliado pela campanha é a mobilização realizada durante a reta final do primeiro turno. Apesar da presença de apoiadores nos últimos atos em cidades como Recife, Belém, Salvador e São Paulo, integrantes do grupo relataram preocupação durante o domingo diante do avanço de Flávio nas urnas.
Por fim, a campanha petista também revisa problemas ocorridos no início da disputa. Uma falha na distribuição de material gráfico deixou apoiadores com capacidade limitada de pedir votos em diferentes estados, enquanto o discurso inicial priorizou a divulgação do governo. A estratégia mais ofensiva contra Flávio só ganhou força após o crescimento do candidato nas pesquisas.

O deputado estadual Matheus Ferreira (MDB), filho do vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, não conseguiu renovar o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nas eleições deste domingo (4). O parlamentar recebeu 41.855 votos e terminou na quarta colocação entre os candidatos do partido.
Na votação do MDB, Matheus ficou atrás de Bete de Zé de Agdônio, irmã do prefeito de Santa Maria da Vitória, Tonho de Zé de Agdônio, que obteve 44.723 votos, mas também não conseguiu uma vaga. Carlinhos Sobral, ex-prefeito de Coronel João Sá, foi eleito com 73.274 votos.
Rogério Andrade foi outro candidato do partido a garantir uma cadeira na próxima legislatura. O deputado recebeu 93.451 votos e conseguiu renovar o mandato, ficando entre os principais desempenhos do MDB na disputa pela Assembleia.
Para a Câmara dos Deputados, o MDB baiano elegeu apenas Ricardo Maia, que garantiu a permanência no cargo com 147.981 votos. O resultado ficou abaixo das expectativas do partido para a formação da bancada federal no estado.
Já Jayme Vieira Lima, primo do ex-ministro Geddel Vieira Lima e ex-presidente da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), não conseguiu uma das vagas para deputado federal, apesar de ter ultrapassado 115 mil votos.
Com os resultados, o MDB terá uma representação menor na próxima legislatura da Assembleia e na bancada baiana da Câmara dos Deputados. A derrota de Matheus Ferreira também marca a saída de um parlamentar ligado diretamente à família do vice-governador Geraldo Júnior.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) lamentou, na noite deste domingo (4), o desempenho do partido nas eleições para deputado estadual e federal na Bahia. Segundo ele, o resultado ficou abaixo das expectativas traçadas pela legenda antes da votação.
Durante a apuração, quando cerca de 84,60% das urnas já haviam sido contabilizadas, Geddel afirmou que o partido esperava eleger uma bancada maior tanto para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) quanto para a Câmara dos Deputados.
Apesar da frustração com o desempenho geral, o ex-ministro destacou os resultados de Jaime Vieira Lima e Ricardo Maia, apontados por ele como nomes que corresponderam às expectativas do partido. Geddel, no entanto, afirmou que outras candidaturas não alcançaram o desempenho esperado.
Entre os casos citados pelo emedebista estão Lúcia Rocha, candidata em Vitória da Conquista, e um candidato de Barreiras. Segundo Geddel, essas candidaturas estavam entre as apostas do partido para ampliar a representação da legenda no Legislativo baiano e na bancada federal.
Ao avaliar o cenário ainda com a apuração em andamento, Geddel afirmou que o MDB caminhava para terminar a eleição com menos deputados do que havia projetado inicialmente. A avaliação considerou tanto a disputa estadual quanto a federal.
Para o ex-ministro, o resultado representou uma redução nas expectativas construídas pelo partido para as eleições de 2026. A composição definitiva das bancadas foi definida após a conclusão da apuração dos votos na Bahia.

As eleições de 2026 deixaram de fora da Câmara dos Deputados nomes tradicionais da política baiana e algumas apostas que buscavam espaço em Brasília. Entre os 39 integrantes da bancada do estado, 12 não conseguiram renovar o mandato, incluindo parlamentares com longa trajetória política.
Entre os derrotados estão Lídice da Mata (PSB), Bacelar (PV), Arthur Maia (União Brasil), Marcelo Nilo (Republicanos), Paulo Magalhães (PSD), Zé Neto (PT), Jorge Araújo (PP), Rogéria Santos (Republicanos) e Waldenor Pereira (PT). O resultado representa uma mudança na composição da bancada baiana para a próxima legislatura.
Também ficaram fora nomes que chegaram à disputa federal cercados de expectativas políticas. Jaiminho Vieira Lima (MDB), Leandro de Jesus (PL), Vitor Bonfim (PSB), Cacá Leão (PP), Robinho (União Brasil) e Duda de Alan Sanches (PSDB) não conseguiram conquistar uma das 39 vagas destinadas à Bahia na Câmara.
Na Assembleia Legislativa da Bahia, a renovação também atingiu parlamentares que buscavam permanecer na Casa. Entre os nomes que não conseguiram a reeleição estão Antônio Henrique Jr., Cafu Barreto, Eures Ribeiro, Felipe Duarte, Hilton Coelho, Kátia Oliveira, Laerte do Vando, Luciano Araújo, Marcelinho Veiga, Matheus de Geraldo Júnior, Pancadinha, Patrick Lopes, Paulo Rangel, Soane Galvão e Binho Galinha.
Alguns deputados estaduais decidiram trocar o projeto de reeleição por uma candidatura à Câmara Federal. Olívia Santana (PCdoB), Vitor Bonfim, Robinho e Leandro de Jesus disputaram uma vaga em Brasília, mas apenas Olívia conseguiu ser eleita. A mudança de estratégia contribuiu para alterar a composição da Assembleia a partir de 2027.
Outros nomes de peso sequer participaram da disputa eleitoral deste ano. Raimundinho da JR (PL), Nelson Leal (PP) e Maria del Carmen (PT) optaram por não concorrer à Assembleia. As decisões fizeram parte de diferentes projetos políticos definidos antes do período eleitoral.
Na disputa pelo Senado, o principal revés entre os nomes tradicionais ficou com Angelo Coronel (Republicanos), que não conseguiu renovar o mandato. As duas vagas ficaram com Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), que passaram a integrar a representação baiana no Senado para a próxima legislatura.

Reeleito governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) provocou o principal adversário político, ACM Neto (União Brasil), ao comentar o resultado das urnas em entrevista concedida nesta segunda-feira (5). O petista destacou a votação obtida pelo ex-prefeito de Salvador e afirmou que seu grupo político demonstrou força no estado.
Durante participação no programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM, Jerônimo fez referência à votação de ACM Neto na eleição de 2026. O oposicionista terminou a disputa com cerca de 43% dos votos válidos, abaixo do desempenho registrado no primeiro turno de 2022, quando também enfrentou o atual governador.
Na avaliação do governador, o resultado eleitoral contrariou o discurso de que sua base política estaria desgastada após anos no comando da Bahia. Jerônimo afirmou que a vitória, acompanhada da eleição de aliados para a Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa e Senado, mostrou a continuidade de apoio ao grupo.
Ao agradecer pelos resultados, o governador citou os senadores eleitos Rui Costa e Jaques Wagner e destacou a participação de militantes, partidos e equipes envolvidas na campanha. Jerônimo também mencionou profissionais responsáveis por áreas como comunicação, jurídico, logística e estrutura dos comitês espalhados pelo estado.
Em tom de provocação à oposição, o petista resumiu o resultado eleitoral fazendo referência aos números utilizados por ACM Neto nas campanhas. “O 44 virou 43”, afirmou Jerônimo durante a entrevista, ao comentar a votação alcançada pelo adversário na disputa pelo governo estadual.
Por fim, Jerônimo declarou que não está de cabeça baixa e atribuiu a vitória à mobilização de sua base política e eleitoral. O governador agradeceu aos eleitores baianos e aos profissionais que participaram da campanha, afirmando que o resultado confirmou a força do grupo para o novo mandato.

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) terá 21 novos deputados a partir da próxima legislatura, o equivalente a 33,3% das 63 cadeiras. Outros 42 parlamentares conseguiram renovar o mandato nas eleições deste domingo (4), mantendo a maior parte da atual composição da Casa.
Entre os eleitos pela primeira vez estão Rowenna, Denise Menezes, Elinaldo, Luciano Pinheiro, Cinthya Marabá, Andrea Castro, Vilma Reis, Tancredo Isidório, Léo de Neco, Igor, Júlio Pinheiro, Jânio Natal Júnior, Juvenilson Passos, Carlinhos Sobral, Kleber Rosa, Dr. Pitágoras, Tagner, João de Furão, Neto Coelho, Soldado Prisco e Cacau da Mata. Prisco retorna ao Legislativo após ficar fora da composição anterior.
Na distribuição partidária, o PT continuará com a maior bancada individual, com 14 deputados eleitos. O PSD terá nove cadeiras e o PL ficará com sete. União Brasil, PDT e Avante elegeram cinco parlamentares cada, enquanto o Republicanos terá quatro representantes. PP, PCdoB e PV terão três cadeiras cada, além de MDB e PSDB, com duas, e PSOL, com uma.
Entre os 42 reeleitos, Ivana Bastos (PSD) foi a deputada estadual mais votada da Bahia, com 203.001 votos, seguida por Diego Castro (PL), que recebeu 160.109. Também garantiram novo mandato nomes como Rosemberg (PT), Alex da Piatã (PSD), Pedro Tavares (União Brasil), Sandro Régis (União Brasil), Zé Raimundo (PT), Junior Muniz (PT), Bobô (PCdoB), Angelo Coronel Filho (Republicanos), Vitor Azevedo (Avante), Neusa Cadore (PT) e Jordavio Ramos (PSDB).
Além dos parlamentares derrotados nas urnas, a renovação foi influenciada por deputados que decidiram não disputar novamente a Assembleia. Manuel Rocha, Olívia Santana, Robinho e Vitor Bonfim buscaram uma vaga na Câmara dos Deputados. Luciano Ribeiro também ficou fora da disputa, enquanto Nelson Leal optou por não concorrer e passou a atuar na coordenação da campanha de ACM Neto.
Outros nomes também deixaram de disputar a reeleição por diferentes projetos políticos. Maria del Carmen lançou o filho, André Fidalgo, para a Assembleia; Raimundinho da JR sinalizou interesse em disputar a Prefeitura de Dias d'Ávila em 2028; Adolfo Menezes lançou a esposa, Denise Adolfo; e Soane Galvão decidiu apoiar o ex-prefeito de Ilhéus, Marão.
Já entre os deputados que tentaram permanecer na ALBA, mas não conseguiram uma das 63 vagas, estão Antonio Henrique Júnior, Binho Galinha, Cafu Barreto, Euclides Fernandes, Hilton Coelho, Jusmari Oliveira, Kátia Oliveira, Laerte do Vando, Leandro de Jesus, Luciano Araújo, Marcelinho Veiga, Matheus Ferreira, Pancadinha e Patrick Lopes. A nova composição tomará posse para a próxima legislatura, com início previsto para 2027.

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a apuração de 97,24% das urnas.
Com 47,43% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa na liderança, mas não alcançou a maioria necessária para vencer no primeiro turno. Lula recebeu 44,69% dos votos válidos e garantiu a segunda vaga na disputa pela Presidência da República.
A votação decisiva está marcada para 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher o presidente que comandará o país pelos próximos quatro anos. Esta será a oitava eleição presidencial brasileira desde a redemocratização a ser definida em segundo turno.
Aos 80 anos, Lula participa novamente de uma disputa presidencial após uma trajetória marcada por cinco candidaturas anteriores ao segundo turno e três mandatos na Presidência. Ele venceu a eleição de 2002, derrotando José Serra, e retornou ao Palácio do Planalto em 2023 após superar Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, chega pela primeira vez à disputa presidencial. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele iniciou a carreira política em 2002, quando foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro aos 21 anos. Depois de quatro mandatos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, conquistou uma vaga no Senado Federal em 2018.
No Senado, Flávio concentrou parte de sua atuação em temas relacionados à segurança pública, incluindo propostas voltadas às forças policiais e ao endurecimento da legislação penal. Em 2025, passou a ser apontado como candidato à sucessão política do pai na disputa presidencial de 2026.
A campanha também foi marcada por questionamentos envolvendo investigações anteriores e novas denúncias relacionadas ao candidato. Flávio foi investigado no passado por suspeitas relacionadas a funcionários de seu antigo gabinete na Alerj e, em 2026, voltou a ser citado em apurações relacionadas ao Banco Master, conforme informações apresentadas no material da campanha.
Com a definição do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro terão mais 20 dias de campanha até a votação de 25 de outubro. A disputa decidirá quem ocupará a Presidência da República no mandato que começa em 1º de janeiro de 2027.

A eleição deste domingo (4) definiu uma nova distribuição das 39 cadeiras destinadas à Bahia na Câmara dos Deputados. A composição que assumirá em Brasília a partir de fevereiro de 2027 modifica o peso das principais forças partidárias na representação do estado.
Pela nova configuração, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, terá a maior bancada, com 10 deputados federais. A Federação União Progressista, integrada por União Brasil e PP, ficará com oito cadeiras, enquanto o PSD ocupará seis vagas na Câmara.
Na sequência, o PL terá quatro representantes, enquanto Republicanos e Avante contarão com três deputados cada. A Federação PSDB-Cidadania terá duas cadeiras na bancada baiana, completando a distribuição das principais forças partidárias para a próxima legislatura.
Além dessas siglas e federações, PDT, MDB e PSB terão um representante cada. Somadas, as bancadas alcançam as 39 cadeiras que a Bahia possui na Câmara dos Deputados para o mandato iniciado em 2027.
A nova configuração considera o resultado das urnas de 2026 e também as alterações partidárias ocorridas durante a legislatura anterior. Parlamentares eleitos em 2022 mudaram de legenda ao longo do mandato, modificando a composição partidária existente antes da eleição deste domingo.
Com o resultado, a bancada baiana chegará à próxima legislatura com uma distribuição diferente de forças entre partidos e federações. Os 39 deputados eleitos deverão assumir os mandatos em fevereiro de 2027, para um período de quatro anos.


Aos 21 anos, Sandro Filho (PP) foi eleito deputado federal pela Bahia neste domingo (4) e estabeleceu um novo recorde de juventude entre os parlamentares baianos escolhidos para a Câmara dos Deputados. Com 96% das urnas apuradas, ele somava 164.396 votos.
Criado no bairro de Coutos, no subúrbio de Salvador, Sandro Filho chegou ao Congresso após dois anos de atuação como vereador da capital baiana. Ele conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador em 2024, com 12.565 votos, quando exercia papel de liderança do Movimento Brasil Livre (MBL) na Bahia.
Antes dele, o recorde pertencia a Uldurico Júnior, eleito deputado federal pela Bahia aos 22 anos, com aproximadamente 39 mil votos. Com a eleição deste domingo, Sandro Filho passa a ocupar a marca de parlamentar federal mais jovem já escolhido pelos eleitores baianos.
Durante o mandato na Câmara de Salvador, Sandro Filho integrou a base do prefeito Bruno Reis (União) e adotou postura de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). O vereador utilizou as redes sociais para fazer críticas à administração estadual ao longo do período em que exerceu o mandato.
No fim de 2025, Sandro Filho foi desligado do MBL após uma investigação interna conduzida pelo movimento. O fundador da organização, Renan Santos, afirmou que a decisão ocorreu após o grupo apurar informações sobre uma suposta sociedade envolvendo o vereador e um homem que, segundo ele, seria relacionado a um esquema de lavagem de dinheiro.
Segundo Renan Santos, a apuração também envolveu uma denúncia sobre uma possível indicação de Mariana Silva Vasques, esposa de Sandro Filho, para um cargo na Prefeitura de Salvador. O dirigente afirmou que não havia provas da indicação e disse que a investigação interna foi motivada também por mudanças percebidas no estilo de vida do então vereador.
Apesar da saída do MBL e das controvérsias que marcaram o período, Sandro Filho teve destaque na atividade legislativa da Câmara Municipal de Salvador. Em um ranking de proposições registradas no sistema legislativo da Casa, ele aparece à frente dos demais vereadores em número de iniciativas apresentadas.


A Bahia definiu neste domingo (4) os 39 deputados federais que irão representar o estado na Câmara dos Deputados durante a legislatura iniciada em fevereiro de 2027. O resultado foi estabelecido após a apuração das urnas para o próximo mandato de quatro anos em Brasília.
Pela Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, foram eleitos Sandro Filho, Claudio Cajado, Elmar Nascimento, Dal Barreto, Leur Lomanto Junior, Ditinho Avivip, Paulo Azi e Manuel Rocha. A bancada reúne oito parlamentares das duas siglas.
No PSD, a nova representação baiana terá Antonio Brito, Daniel Alencar, Gabriel Nunes, Sergio Brito, Raimundo da Costa e Charles Fernandes. O MDB garantiu uma cadeira, com Ricardo Maia, ampliando a composição partidária do estado na Câmara.
Entre os integrantes da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, estão Lucas Reis, Ivoneide Caetano, Jorge Solla, Valmir Assunção, Afonso Florence, Maria Marighella e Joseildo, todos pelo PT. Daniel, Olivia Santana e Alice Portugal foram eleitos pelo PCdoB.
Pelo PSDB, a Bahia terá Carlos Muniz e Adolfo Viana. O Avante elegeu Pastor Sargento Isidório, Neto Carletto e Elmo Vaz, enquanto o PSB garantiu a eleição de Mario Negromonte Jr. A lista também inclui Diego Coronel, Léo Prates e Márcio Marinho pelo Republicanos.
Já o PDT elegeu Felix Mendona Jr. O PL terá quatro representantes na bancada baiana em Brasília: Doutora Raissa Soares, Roberta Roma, Capitão Alden e João Bacelar. Os novos parlamentares assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 para o período de quatro anos.


Com 100% das urnas apuradas neste domingo (4), a Bahia definiu os 63 deputados estaduais que irão compor a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a partir de 2027. A nova legislatura terá 10 mulheres e 53 parlamentares em primeiro mandato, segundo o resultado divulgado após o encerramento da apuração.
Entre os eleitos, Ivana Bastos (PSD) voltou a liderar a votação estadual e alcançou 203.202 votos. Em 2022, a parlamentar também havia sido a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa. A nova composição representa a 20ª Legislatura da Casa e deverá assumir os mandatos em fevereiro de 2027.
Na distribuição das cadeiras, a Federação Brasil da Esperança, formada por PCdoB, PT e PV, terá a maior bancada, com 20 representantes. O PSD aparece na sequência, com nove deputados eleitos. O resultado também definiu Jordavio Ramos (PSDB) como o último parlamentar a conquistar uma vaga pelo quociente partidário e pelas sobras, com 48.002 votos.
Confira a relação dos eleitos, em ordem de votação: Ivana Bastos (PSD), Diego Castro (PL), Rowenna (PT), Dr. Thiago Gilleno (Republicanos), Rosemberg (PT), Elinaldo (União), Denise Menezes (PSD), Alex da Piatã (PSD), Pedro Tavares (União), Sandro Regis (União), Rogério Andrade (MDB), Cinthya Marabá (PL), Andrea Castro (PSD), Osni (PT), Samuel Júnior (PL), Angelo Almeida (PT), Luciano Pinheiro (PDT), Vilma Reis (PT), Tancredo Isidório (Avante), Igor (PL) e Jânio Natal Júnior (PL).
Também foram eleitos Niltinho (PSD), Marcinho Oliveira (PDT), Júlio Pinheiro (PT), Léo de Neco (Avante), Hassan de Zé Cocá (PP), Juvenilson Passos (PT), Zé Raimundo (PT), Ricardo Rodrigues (PSD), Junior Muniz (PT), Cláudia Oliveira (PSD), Eduardo Alencar (PSD), Carlinhos Sobral (MDB), Junior Nascimento (União), Kleber Rosa (PSOL), Bobô (PCdoB), Vitor Azevedo (Avante), Angelo Coronel Filho (Republicanos), Silva Neto (Avante), Paulo Câmara (PL), Ludmilla Fiscina (PSD), Dr. Pitágoras (PP) e Penalva (PP).
Na sequência aparecem Tagner (PT), Fabrício (PCdoB), Tiago Correia (PSDB), Roberto Carlos (PV), Eduardo Salles (PV), Jurailton Santos (Republicanos), Robinson (PT), Fátima Nunes (PT), Luciano Simões Filho (União), Marquinho Viana (PV), João de Furão (Avante), Zó do Sertão (PCdoB), Neusa Cadore (PT), Euclides Fernandes (PT), Neto Coelho (PDT), Soldado Prisco (PL), José de Arimateia (Republicanos), Cacau da Mata (PDT), Josafá Marinho (PDT) e Jordavio Ramos (PSDB).
A diplomação dos deputados eleitos será realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em dezembro. A posse dos parlamentares está prevista para fevereiro de 2027, quando terá início oficialmente a nova legislatura da Assembleia Legislativa da Bahia.


Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, foram eleitos neste domingo (4) para ocupar as duas vagas da Bahia no Senado Federal. Com 94,28% das seções apuradas, Rui somava 4.041.989 votos, equivalentes a 29,79% dos válidos, enquanto Wagner tinha 3.710.694 votos, ou 27,35%.
Os dois parlamentares eleitos assumirão os mandatos em fevereiro de 2027 e permanecerão no Senado até 2035. Wagner conquistou a reeleição para a Casa, após chegar ao Senado pela primeira vez em 2018. Rui Costa, por sua vez, ocupará uma cadeira de senador pela primeira vez depois de ter exercido o cargo de ministro da Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ligados à chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), os dois fazem parte da trajetória do partido no comando da Bahia. Jaques Wagner foi eleito governador em 2006, derrotando Paulo Souto, em uma disputa que marcou a mudança no cenário político estadual após décadas de predominância do grupo associado ao ex-senador Antônio Carlos Magalhães.
Rui Costa integrou o governo Wagner como secretário de Relações Institucionais e foi eleito deputado federal em 2010. Em 2014, tornou-se candidato à sucessão do governador e venceu a eleição, sendo reeleito em 2018. Depois de deixar o governo estadual, assumiu a Casa Civil no terceiro mandato presidencial de Lula.
Jaques Wagner também ocupou funções no governo federal, incluindo os ministérios da Defesa e da Casa Civil durante a gestão de Dilma Rousseff. Após o impeachment da presidente, retornou à Bahia para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. No Senado, exerceu ainda a liderança do governo petista na Casa.
Durante a campanha de 2026, Wagner enfrentou questionamentos relacionados a uma operação policial. Em junho, foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master no sistema financeiro. O senador negou irregularidades, e o caso permaneceu no âmbito das investigações.
Com a apuração registrada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Rui Costa e Jaques Wagner ficaram à frente dos demais oito candidatos ao Senado no estado, entre eles Angelo Coronel (Republicanos), que buscava a reeleição, e João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro.


O governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito neste domingo (4) para comandar a Bahia por mais quatro anos. Com 55,19% dos votos válidos, ele superou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que obteve 44,27%, conforme os dados da apuração apresentados no momento do resultado.
A vitória mantém o PT no comando do estado desde 2007, quando Jaques Wagner derrotou Paulo Souto e encerrou o período de predominância política associado ao grupo de Antônio Carlos Magalhães. Desde então, o partido também elegeu e reelegeu Rui Costa antes da chegada de Jerônimo ao governo estadual.
Durante o primeiro mandato, entre 2023 e 2026, Jerônimo promoveu uma reforma administrativa e ampliou a articulação com os 417 municípios baianos, com prioridade para consórcios intermunicipais. Entre as principais iniciativas da gestão esteve o programa Bahia Sem Fome, criado com foco no combate à insegurança alimentar.
Na segurança pública, porém, o governo enfrentou críticas relacionadas aos índices de violência letal, à atuação de facções criminosas e ao número de mortes decorrentes de intervenções policiais. O cenário provocou cobranças de entidades de direitos humanos e levou o Estado a anunciar forças-tarefas e mudanças na estrutura da Secretaria da Segurança Pública.
Outro ponto de desgaste foi a infraestrutura. O governo rompeu em 2023 o contrato com o consórcio chinês Skyrail para o projeto do VLT do Subúrbio e precisou iniciar uma nova licitação, adotando o modelo de Veículo Leve sobre Trilhos. A Ponte Salvador-Itaparica também acumulou adiamentos e renegociações relacionadas ao projeto bilionário.
Natural de Aiquara, no sudoeste baiano, Jerônimo Rodrigues Souza tem 61 anos e é formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de possuir mestrado em Ciências Agrárias. Professor licenciado da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), ele ingressou no PT nos anos 1990 e ocupou cargos no governo federal e secretarias estaduais.
Na Bahia, Jerônimo comandou as secretarias de Desenvolvimento Rural, entre 2015 e 2019, e da Educação, de 2019 a 2022, durante os governos de Rui Costa. Em 2022, derrotou ACM Neto no segundo turno, com 52,79% dos votos. Para o novo mandato, iniciado em 1º de janeiro de 2027, terá novamente Geraldo Júnior (MDB) como vice-governador e deverá enfrentar demandas relacionadas à segurança pública, regulação hospitalar, educação e conclusão de grandes obras.
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