
Uma moradora de Caculé usou as redes sociais para relatar a difícil rotina enfrentada na busca por tratamento especializado para o filho diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O desabafo de Preta Guimarães ganhou grande repercussão e mobilizou moradores da região.
Segundo a mãe, o filho Joãozinho, de 7 anos, recebeu o diagnóstico de autismo aos 2 anos de idade. Desde então, a família trava uma batalha para garantir atendimento multidisciplinar intensivo, considerado fundamental para o desenvolvimento da criança.
De acordo com o relato, o menino apresenta regressões e outros diagnósticos associados ao TEA, necessitando de acompanhamento contínuo e especializado.
Preta afirmou que a luta por esse atendimento já dura cerca de cinco anos. Durante esse período, ela precisou deixar o trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados do filho, enfrentando desafios diários e uma rotina marcada pela sobrecarga emocional.
A mãe também revelou que foi diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), condição que, segundo ela, foi agravada pelo desgaste acumulado ao longo dos anos.
Em uma das passagens mais emocionantes do relato, ela questiona se está conseguindo fazer o suficiente pelo filho diante das dificuldades enfrentadas.
Segundo Preta, a busca judicial não representa apenas uma reivindicação burocrática, mas uma tentativa de assegurar melhores condições de desenvolvimento e qualidade de vida para a criança.
“Eu só quero o que é direito. Nenhuma mãe busca a Justiça se realmente estiver tudo bem. Meu filho precisa de atenção 24 horas. Para o município ou para a Justiça pode ser só mais um caso encerrado, mas para mim é a vida do meu filho”, declarou.
O caso reacende o debate sobre o acesso a tratamentos especializados para pessoas com autismo e os desafios enfrentados por famílias que dependem da rede pública para garantir assistência adequada.