Tenente-coronel da PM-BA é preso suspeito de receber R$ 286 mil de chefe de milícia

O tenente-coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho, da Polícia Militar da Bahia, foi preso nesta quarta-feira (7), em Santa Maria da Vitória, no oeste do estado, suspeito de receber R$ 286 mil de um sargento da reserva apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como chefe de uma milícia armada que atuava em Correntina. A prisão preventiva foi determinada pela Justiça por suspeita de corrupção passiva militar.

Segundo o MP-BA, os pagamentos eram realizados em parcelas mensais de aproximadamente R$ 15 mil, além do custeio de um boleto de faculdade da filha do oficial e outras despesas pessoais. A acusação sustenta que os repasses tinham como objetivo impedir ações contra o grupo armado e garantir proteção à estrutura que atuava na região.

Durante a terceira fase da Operação Terra Justa, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis relacionados ao tenente-coronel. A ação reúne o Ministério Público, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a Corregedoria da Polícia Militar. A investigação aponta ainda que o oficial teria participado da organização da milícia, inclusive na definição de escalas de vigilantes armados.

De acordo com a acusação, Luiz Augusto também teria utilizado a influência do cargo para favorecer contratações irregulares de segurança armada por fazendeiros, mesmo depois da prisão do sargento apontado como líder do grupo. A investigação sustenta que a milícia atuou por mais de dez anos em conflitos fundiários, com ameaças e expulsões de comunidades tradicionais, além da prestação de serviços de segurança a proprietários rurais.

O tenente-coronel comandou a 30ª Companhia Independente da Polícia Militar em Santa Maria da Vitória até 2023 e posteriormente exerceu a função de diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa. Em setembro de 2025, ele foi preso por posse ilegal de arma, sendo liberado no dia seguinte. No mesmo mês, deixou a direção da unidade de ensino.

Conforme dados do Portal da Transparência, os vencimentos líquidos do oficial chegavam a R$ 20.862,18. A apuração sobre as suspeitas atribuídas a Luiz Augusto continua sob responsabilidade do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 3ª Promotoria de Justiça Militar de Salvador.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Edit Template

Sobre Nós

Somos um portal de notícias dedicado a informar com precisão e imparcialidade. Nosso compromisso é trazer as últimas atualizações e análises aprofundadas sobre os temas que mais importam para você. Acompanhe-nos para se manter sempre bem informado!

 

© 2011 – 2025. Created by Rafael Áquila